Que o silêncio grite cada palavra que um dia eu falei,
e as que nunca disse.
(Stella Marla - 26Mar2014)
domingo, 26 de janeiro de 2014
Homens Princesa
Eles não têm altura, peso ou qualquer outra medida que os coloque no mesmo grupo. Não é o número do sapato (de cristal), nem a idade. Não trazem escrito na testa, ou no olhar. No modo de andar? Também não. Nem são os bem humorados, ou os de mau humor. Os ‘homens princesa’ revelam sua delicadeza na forma de encarar os problemas do dia a dia, esperando que, num ato heroico, surja, montada em um lindo cavalo branco, a princesa que o salvará dos perigos do mundo. E o mundo está cheio desses ‘delicados machos’, que vivem ofendidos por qualquer situação que lhes exija a atitude esperada de sua ‘espécie’. São aqueles que se encontram numa TPM profunda, capaz de provocar dores nos seus peitos inchados e cólicas intermináveis que nem a maior taxa de testosterona consegue inibir. Geralmente moram com os pais por mais tempo que a média dos homens de sua idade. Os que casam, ao invés de se tornarem o braço forte da família, transformam-se em outro filho. Talvez por isso muitos chamem suas esposas de ‘mãe’. Minhas amigas solteiras reclamam. E muitas das casadas, também. Eles não suportam situações que lhes exijam os culhões do quais sempre e tanto se orgulharam. Olhar, de repente, a troca do absorvente sujo de sangue, por exemplo, quase os faz vomitar. Trocar a fralda cheia de cocô, jamais! E se orgulham de terem sido ensinados a nunca lavarem a louça, porque isso ‘é coisa de mulher’. Os ‘homens princesa’ dificilmente vão encarar uma jornada de trabalho maior, ou virar a noite num hospital, ou trocar o curativo da esposa que acabou de fazer uma cesárea. Raramente vão esclarecer uma situação que possa ter gerado desconforto ou mal estar em alguém. Não. Eles preferem fugir da discussão. Mas o mais típico, é o fato de que os ‘homens princesa’ não enfrentam outros homens. Geralmente estufam o peito cabeludo apenas às fêmeas e até ‘descem o braço’, mas em suas princesas. Não se vê muitos deles vivendo sozinhos. Os que vivem, muito provavelmente têm uma situação financeira confortável o bastante para bancar a casa arrumada, comida pronta e roupa lavada, ou não sairiam da casa da mamãe. Emocionalmente deficientes e sempre escondidos sob a asa de alguém, rotineiramente delegam atitude e providência. Seus relacionamentos somam mais na quantidade, até porque, dificilmente vai aparecer alguém que substitua mamãe à altura. 'Homens princesa' vão sugerir o aborto ao engravidarem sua namorada. Vão obedecer ao sexto sentido de sua mãe, caso ela não tenha simpatizado com você. Vão criticar seu vestido, seu perfume, seu cabelo. Vão transferir as suas mulheres a ‘culpa’ de serem notadas e admiradas. 'Homem princesa' vai sair de fininho da sua cama, no dia seguinte, porque precisa almoçar com a mãe, tomar o remédio, trocar a roupa, estudar pra prova, concluir o relatório, jogar o futebol... ou porque ontem estava bêbado. ‘Desilusão, meu bem. Quando acordou estava sem ninguém.’
(Stella Marla - 26Jan2014)
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Página virada, não!
Livro novo!
(Stella Marla - Réveillon2014)
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
'Então, que o tempo mostre o que o sentimento não conseguiu convencer.'
(Stella Marla - Natal2013)
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Comiseração
Era da cócega que ele sentia no pé, que ela tanto lembrava. Da sua gargalhada solta. Do olhar pueril contrastando com suas mãos firmes. Lembrava do soluço repentino que a fazia rir descontroladamente. Das músicas mal decoradas. Das piadas bobas. Dos arremedos. Nem tanto do sexo, que, sim, era incomparável, mas do beijo, que os fundia num só. Era da intensidade perfeitamente encaixada, que ela lembrava. Era dos seus olhos dentro dos dela, do suor misturado dos ruídos dos pingos de chuva batendo à janela da desnecessidade das palavras das horas que passavam despercebidamente do silêncio absoluto do lado de fora... era dos detalhes, que ela lembrava. Nada pesava. A não ser a falta. A saudade absurda. A abstinência. Tremura. Insônia. Insaciedade. Inapetência. Foi quando viu no espelho o reflexo da dor. E o que a fazia sorrir, agora doía na pele, na alma. Lembrou de João Bosco, que, impiedosamente, cantou: '... bate é no champanhe que borbulhava na sua taça e que borbulha agora na taça da minha cabeça...' E agora? - perguntava a si mesma ao olhar as próprias mãos completamente vazias, mas ainda com a forma do seu corpo. Ao olhar sua cama completamente vazia, mas ainda com a forma do seu corpo. Ao olhar o próprio corpo completamente vazio, mas ainda com a forma do seu corpo. Quando se indagava sobre o fim de tudo, entendia bem que não era uma questão de fim, mas de completo descontrole sobre a força daquilo que independia deles. Talvez não tivesse de ser. Mas foi. A hora era exatamente essa: a da comiseração. Porque ainda bebia naquela taça onde ele pôs sua boca. Porque ainda sentava àquela mesa daquele lugar onde trocaram olhares e gargalhadas. Porque ainda ouvia o seu sussurro perdido pelo quarto. Porque ainda sentia o arrepio desfilando por sua pele. E pele tem memória.
(Stella Marla - 05Dez2013)
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
'Fiz um pacto com o vento e agora ele me avisa quando o mar é de poesia.'
(Celso Sisto)
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Quintana disse...
'... todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.'
Obrigada à 3ª feira, da qual tantas vezes duvidei...
(Filosofando no boteco...)
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
'Quando nada parece dar certo, vou ver o cortador de pedras martelando sua rocha talvez 100 vezes, sem que uma única rachadura apareça. Mas, na centésima primeira martelada a pedra se abre em duas, e eu sei que não foi aquela que conseguiu isso, mas todas as que vieram antes.'
Uma ariana com ascendente e lua em áries.
Se eu entender o porquê das coisas, fica mais fácil aceitá-las.
Se me trouxerem argumentos válidos e coerentes, fica mais fácil aceitá-los.
Por amor, sou capaz de abrir mão de quem amo.
Por amor, sou capaz do improvável. Do impossível, não: isso não existe.
Posso ser extremamente intensa, como posso ser verdadeiramente indiferente.
O desencantamento me faz reestruturar a vida e os conceitos.
O encantamento me 'faz fazer' coisas inimagináveis.
Firme e sensível;
Idealista e 'pé-no-chão';
Delicada e franca;
Sentimental e indiferente;
Dura e sutil;
Agridoce.